sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Filosofando no gmail...

Batendo papo descontraído com uma amiga por e-mail e fomos começando a filosofar...rsrsrs...saiu essas coisas aqui (coloquei só umas partes soltas) e quem quiser, fique à vontade pra abrir a cabeçona também...hehehe

Sobre horóscopo:

Puxa, quanta coisa...Tem muita coisa sobre mim mesmo. Não posso negar. Mas falta muita coisa e também há exageros...Sobre o seu, achei que revelou pouco, talvez seja essa a natureza...
E você deixa rastros de corações partidos por onde passa....rsrsrs
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Sobre eu ser tão egocêntrico....que exagero...Não gosto de ser centro das atenções. sou tímido....não controlo as pessoas em busca de meus objetivos...prefiro tentar cativar....ganhar confiança e respeito.Quando fui gerente fui assim. Meus funcionários me diziam isso. Ahhh....falta muita coisa. Todo mundo é muito mais complexo do que um resumo de horóscopo. Mas basicamente, algo meio como uma sinopse sensacionalista, sou meio assim mesmo.

O engraçado é que já conheci muita gente explícita de Leão, que não é Leão. kkkkkk...E conheço outros Leões, Leões mesmo...Bemmmmm caricato, muiiiiiiiito "tá na cara..."
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Entendo... Sagitário tem fama de ser putanheiro, gostar de atividades físicas perigosas.. e estas coisas... eu não.. eu sou na minha...dizem que não pareço nada com meu signo, pq sou mto peculiar...


É difícil deixar apenas um horoscopo nos definir e até muito insensato, eu sou fruto da vida, fruto da educação que meus pais me deram, fruto de decepções e alegrias que já passei, fruto de anseios que tenho e objetivos alcançados e os que estão por serem alcançados..

Como em Baghavad Gita " eu sou o tudo e o nada"
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Falou bonito...

Se eu tivesse nascido no mesmo dia e horário mas tivesse outros pais eu seria o mesmo Samuel? E se fossem os mesmos pais, mas eu tivesse nascido na Sibéria? o mesmo Samuel? o signo continuaria valendo? Somos muito mais que isso. Tem os genes, tem a cultura em que vc cresceu, tem os amigos da infância, todas as experiências, todas as frustações que fazem parte, todas as alegrias, muiiiiiiita coisa....e isso aqui é só uma casca de nós que nós mesmos mal conhecemos direito...isso é só a personalidade. e quem a gente é de verdade? Tirando a nacionalidade e os gostos pessoais?

é muito profundo e eu não sei de nada. rsrsrsrs

Ao mesmo tempo que não somos nada, somos Deus. De nosso corpo e nossa mente.
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vc tá me fazendo filosofar....hehehehehe


às vezes olho pro céu, para a Lua e penso em como deve ser a sensação da gente olhar o planeta Terra de lá...Uma bolota azul e linda, cheia de água, de verde, de montanhas, praias quentes e neves aconchegantes....mas cheia de vermes minúsculos que acham que são donos de tudo....e não passam de hospedeiros, como uma sarna...como piolhos. que matam, que guerriam, que destroem, que odeiam, que explodem, que mancham, que sugam...somos intolerantes, invejosos, ciumentos, ególatras...

Também ao mesmo tempo, somos Deuses de nossos corpos, de nossos órgãos, nossos tecidos, nossos sistemas, nossos PENSAMENTO. E nos entupimos de drogas (coca cola tb é), de ódio, de sentimentos maus. cancerígenos.

a gente não sabe cuidar nem dos nossos planetas (a Terra e nosso Corpo e mente), mas sabe cuidar da alheia, né?
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Concordo com tudo isso! Mas só por que eu COMPARTILHO o mesmo pensamento, rs, não é por falta de personalidade...rsrs


Eu acho que o câncer do mundo é o ser humano, as pessoas estão tão mais preocupadas em TER do que SER, humanidade doentia..

Eu TENHO que ter um carro do ano, uma casa enorme, muito dinheiro- mas pouco tempo pra gastá-lo, mulheres/homens.

Pra que tudo isso?

Eu estaria feliz com um carro que anda, uma casa honesta e arrumadinha e dinheiro suficiente pra poder ter dias de lazer em folgas.

Simples.

Quanto menos as pessoas sentem-se felizes com as coisas simples da vida mais elas destroem o mundo...

E este sentimento de insatisfação crônica já é ensinado desde criança..
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Eu também compartilhei tudo o que disse agora. E eu sei não confundir com falta de personalidade....bobinha....


vc me emocionou agora...vc escreveu exatamente o que tentei falar no meu blog uma vez.

Só vou me intrometer (se me permite) e inverter o sentido da sua bela frase (que faz todo sentido)

" Quanto mais as pessoas sentem-se felizes com as coisas fúteis da vida, mais elas destroem o mundo..."
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=D


Pega a sua opinião junta com aminha e faz uma dissertação pro seu blog.
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Acabei de pensar isso...Caramba!
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Meu signo é sensitivo...hauahuahauah. Tenho sexto sentido muito aguçado!
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Se continuar assim, vai me fazer quebrar um paradigma...
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Qual?
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Sexto Sentido.
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Sabe...não acredito que idade seja sinônimo de sabedoria...eu já desconfiava disso e meio que recentemente, duas personalidades que admiro na arte disseram exatamente isso. Stephen King e Robert Smith. Tem jovens brilhantes por aí. E velhos burros aos montes. Que não pensam, não perdoam, não enxergam...só o falta de ter vivido não quer dizer que se aprende e melhora algo...
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terça-feira, 9 de agosto de 2011

De volta aos acústicos!!!

De volta aos acústicos. Às vezes morro de saudades e às vezes fico com uma preguiça danada de fazê-los...mas na verdade chega na hora eu me empolgo (por vezes até demais-rsrs). Com certeza foi Ian quem me re-acendeu esse prazer de tocar por tocar. Comprei um belo violão de 12 cordas e a sonoridade é exuberante. Estamos nos divertindo muito tocando juntos.

No St. John's ele não me acompanhará, por motivos óbvios, mas o representarei pegando emprestado algumas músicas que ele adora e me ensinou a gostar e tocar...

Um paradoxo: Mesmo que a maioria das músicas que toco sejam, digamos, melancólicas, sinto-me feliz com elas. Freud explica?

Enfim, taí o flyer, para quem quiser conferir:

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fériasssssssss

Voltando de férias....inclusive do blogginho...
Foram minhas férias mais proveitosas dos últimos anos. Não fui conhecer a Europa nem Machu Picchu ainda, essas ficam pro futuro, quem sabe ano que vem. Mas curti meus filhotes e amigos.
Passeamos por Caraguá com Ian, Yuri, Aninha, Raquel, Tati, Felipe, Luara, Iohana, Thaine, Giulia, Papai Samuel e Meire. Foi tudo muito bom. Consegui terminar de ler a parte IV da série A Torre Negra, assisti milhares de filmes, cuidei da casa, fizémos um ótimo show com Interlude em Campinas, comemoramos níver tocando com Ian, revi amigos queridos que não via há algum tempo....enfim...20 dias passaram voando...agora, voltar ao batente e à rotina, porque temos contas a pagar...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

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Pessoas. Ô bichos difíceis. Intolerantes, incompreensíveis, hipócritas e antiéticos. É tão, mas tão difícil assim se enxergar um pouco? Não têm espelhos em casa? E se têm, conseguem se olhar olhos nos olhos consigo mesmos?
Nem falamos dos totalmente corrompidos ou psicopatas. Nem os maniacos doentes, mas de pessoas "comuns".
Dia a dia, os homo sapiens me envergonham. Pertenço a essa raça? G-Suis...
Conheço crente que fica o dia inteiro enrolando no trabalho, não faz merda nenhuma o dia inteiro. Pergunto: Como tem coragem de receber salário no fim do mês? Pior, ainda reclama de tudo, de acordar cedo, de quanto ganha...Será que acha que a "manta" da igreja o torna acima de tudo? Deus sempre está preparando algo muito bom para ele. Mesmo sendo um péssimo profissional?
Também têm gnóstico, ou o que valha que não tem e parece que nem quer ter equilibrio emocional nem praticando esporte. É cotovelada, empurrão por trás...vai entender...jogo desleal...Tampouco parece conter a mínima compaixão por colegas de trabalho...já ouvi o mesmo figura zuando colegas de trabalho que tem cargo abaixo do dele. Fez até gente chorar. Comparou tais colegas a rebanho e que café da manhã para eles pode servir até alfafa. Mas posa de Sr. Perfeição. Sério. E tem gente que cai na dele. Pobres.
Tem outro evangélico que quer converter todo mundo, mas não vê problema em furar uma filinha, ou pagar por fora por alguma vantagem. Conheço.
Ninguém é perfeito. Perfeição muitas vezes nem existe, talvez nem o certo e o errado. A verdade seria o ideal. Errar é perdoável, mas a anti-ética consciente não. Hipocrisia é realmente uma merda. Me afastei e me afasto de algumas pessoas assim. Não conheço ninguém perfeito, mas reconheço um mentiroso e não dou corda para ele.
Viajando um pouco mais, percebo que qualquer formação de GRUPOS, se não é nociva, é pelo menos não enriquecedora. Faz o indivíduo se tornar escravo de pensamentos alheios em prol do grupo. Seja isso uma igreja, uma religião, partido político, até torcida de futebol, "movimentos" musicais como punk, gótico, indie ou a merda que for. Estamos num momento de tanta informação e esses grupos só limitam e geram isolamento, intolerância, e todo mundo anda com o rei na barriga. Só olha pro próprio umbigo. Penso que respeito, amor ao próximo, fraternidade e educação estão acima de qualquer dessas coisas.
Fazer "parte" de alguma tribo, ou facção, ou "comunidade" não faz de ninguém melhor que alguém. Muitas vezes é o contrário.
Mas tem o lado bom. Me faz melhorar. Muitas vezes observando os comportamentos loucos dos outros a gente reflete sobre nós mesmos. Vamos melhorando por nós, por nossos filhos e por quem convive de pertinho ou de longe com a gente. E é só assim que vejo o mundo melhorar. Exemplos são o melhor caminho. Parar de tapar o Sol com a peneira e deixar cair as máscaras.
Cuidado, há vários lobos e raposas vestidos com pele de cordeiro por aí.
Por fim, deixo a letra de uma música do Gram: Lupado: Fui amigo meu eu, pra mim, fui bem Andava meus pés Mas deixei-me aqui Não fiquei nenhum E agora me sobro num qualquer Sou um plano por trás de mim Sou o que eu só sei Meu resto me vivendo pra quem? Um ou dois em um Até quando eu ou eu quiser Sou minha vez, vezes mais Vezes me creio em minha voz a me dizer: "Seja perfeito enquanto der!" Sou a cara de alguém Lupado em mim Lupado em mim, mim, mim... Quem acordo amanhã? Depende se eu me sonho mal Quem não durmo amanhã? Deve estar me sonhando acordado Se fiquei pra depois, me sei um pouco mais Nesse retrato sou eu, mas quem me era? Meus amigos vêm me ver Qual de mim vou me vestir Pra parecer melhor? Oh não, oh não, oh não Não vão me dominar Meus amigos vêm e vão

terça-feira, 5 de julho de 2011

what time is it?

Preciso arrumar um tempinho para voltar a estudar; Também para academia e futebol; Mais um tempinho para aprender inglês; Para curtir e assistir os filhos, claro; E lazer e cultura? Arrumar tempo para ir ao cinema, teatro, espetáculos e shows; Para um happy hour com os amigos; Fazer 5 refeições por dia; E escovar os dentes e passar fio dental após cada uma delas; Também é essencial estar sempre antenado e saber o que acontece no mundo, então, tempo para ler jornais e revistas;
Mas toco em banda e precisamos ensaiar. Também fazer shows;
Ler livros, que é o alimento da alma; Tempo para tirar uns dias para viajar; Tempo para namorar; Visitar a familia; Preciso dar um jeito de dormir mais cedo; Mas moro sozinho e preciso cuidar das tarefas domésticas, e isso leva certo tempo; Nunca podemos descuidar da "parte espiritual" não é mesmo? Tempo reservado para isso também; Ah, também é importante arrumar tempo para relaxar; E se der, arrumar tempo para trabalhar; E pensando mais um pouco, arrumar tempo para dar um tempo seria ótimo também. Fácil essa nossa vida social mudeeeeerna... E experimente trocar a palavra TEMPO, do texto, por DINHEIRO. Fica até mais coerente, né? (risos) Sad But True --- Fornit Some Fornus

segunda-feira, 27 de junho de 2011

...ao queimar um graveto, você está incinerando uma eternidade de eternidades?

O pistoleiro e o homem de preto — Agora me escute, Roland, filho de Steven. Vai me ouvir? — Vou. E então o homem de preto começou a falar.
O universo (disse ele) é o Grande Todo e oferece um paradoxo grande demais para ser apreendido pela mente finita. Assim como o cérebro vivo não pode conceber um cérebro não-vivo — embora possa achar que pode —, a mente finita não pode apreender o infinito.O feto prosaico da existência do universo já desacredita, por si mesmo, o pragmático e o romântico. Houve uma época, cem gerações antes de o mundo seguir adiante, em que a humanidade atingira perícia científica e técnica suficiente para tirar algumas lascas do grande pilar de pedra da realidade. Mesmo assim, a falsa luz da ciência (o conhecimento, se você preferir) só brilhou em alguns países desenvolvidos. Nesse respeito, uma companhia (ou conluio mafioso) abria o caminho: a North Central Positronics, como ela se autodenominava. Contudo, apesar de um tremendo incremento de novos conhecimentos, as novas percepções foram notavelmente reduzidas.— Pistoleiro, nossos muitas vezes tetravôs venceram a-doença-que-rói, que chamavam de câncer, quase venceram o envelhecimento, andaram na Lua…
— Não acredito — disse secamente o pistoleiro, O homem de preto apenas sorriu e respondeu: — Não precisa acreditar. Mas aconteceu, mas foram feitos ou descobertos dezenas de engenhos incríveis. Mas a riqueza de informação produzia pouco ou nenhum discernimento. Não se escreveram grandes odes sobre as maravilhas da inseminação artificial… ter bebes a partir do esperma congelado… ou sobre os carros que andavam graças à força que tiravam do sol. Pouca gente, se é que alguém o fez, parece ter compreendido o mais autêntico princípio da realidade: novo conhecimento conduz sempre a mistérios ainda mais espantosos. Maior conhecimento fisiológico do cérebro torna a existência da alma menos possível, ainda que mais provável pela própria natureza da pesquisa. Está entendendo? Claro que não. Você atingiu os limites de sua capacidade de compreender. Mas não faz mal… não é isso que nos interessa. — O que é, então, que nos interessa?— O maior mistério que o universo propõe não é a vida, mas o tamanho.
O tamanho contém a vida e a Torre contém o tamanho. A criança, que em geral está familiarizada com o espanto, diz: papai, o que existe em cima do céu? E o pai diz: a escuridão do espaço. A criança: o que existe depois do espaço? O pai: a galáxia. A criança: depois da galáxia? O pai: outra galáxia. A criança: depois das outras galáxias? O pai: ninguém sabe. “Está entendendo? O tamanho nos derrota. Para o peixe, o lago onde ele vive é o universo. O que pensa o peixe quando é puxado pela boca por um gancho prateado, nos limites da existência, e penetra num novo universo onde o ar afoga e a luminosidade é uma loucura azulada? Onde enormes bípedes sem guelras o amontoam para morrer numa caixa sufocante, forrada de vegetação úmida?“Ou se pode pegar a ponta de um lápis e ampliá-la. Vamos chegar a um ponto onde uma atordoante compreensão cai sobre nós: a ponta do lápis não é sólida; é composta de átomos que giram e rodopiam como um trilhão de diabólicos planetas. O que nos parece sólido é apenas uma rede de coisas soltas, mantidas juntas pela gravidade. Vistas na sua real dimensão, as distâncias entre esses átomos podem se tornar quilômetros, abismos, eternidades. Os próprios átomos são compostos de núcleos com prótons e elétrons girando em torno deles. Podemos descer ainda mais até as partículas subatômicas. E depois para o quê? Para os táquions? Para nada? Claro que não. Tudo no universo rejeita o nada; sugerir um término é o único absurdo que existe.“Se você recuasse para o limite do universo, será que encontraria uma cerca de madeira e tabuletas dizendo SEM SAÍDA? Não. Talvez você encontrasse algo duro e arredondado, como o pintinho deve ver o ovo do seu interior, E se você atravessasse a casca beliscando (ou encontrasse uma porta), não poderia jorrar, nesses confins do espaço, uma incrível luz torrencial através da abertura? Você não poderia olhar por ali e descobrir que todo o nosso universo é apenas parte de um átomo numa camada de relva? Não poderia ser levado a pensar que, ao queimar um graveto, você está incinerando uma eternidade de eternidades? Que a existência não avança para um infinito mas para uma infinidade deles?“Talvez você tenha visto o lugar que nosso universo ocupa no esquema das coisas — não mais que um átomo numa camada de relva. Será possível que tudo que percebemos, do vírus microscópico à distante nebulosa Cabeça de Cavalo, esteja contido numa camada de relva que pode ter existido por uma única estação num outro fluxo de tempo? E se a camada fosse cortada por uma foice? Quando ela começasse a morrer, a podridão não escorreria para nosso próprio universo e nossas próprias vidas, deixando tudo amarelado, escuro e ressecado? Talvez isso já tenha começado a acontecer. Dizemos que o mundo seguiu adiante; talvez estejamos realmente querendo dizer que ele começou a secar.“Pense em como essa ideia das coisas nos torna pequenos, pistoleiro! Se um Deus vela sobre tudo, acha realmente que Ele vai se preocupar em distribuir justiça a uma raça de mosquitos entre uma infinidade de raças de mosquitos? Será que Seu olho vê o pardal cair quando o pardal é menos que um pontinho de hidrogénio flutuando solto nas profundezas do espaço? E se Ele realmente vê… qual deve ser a natureza de um tal Deus? Onde Ele vive? Como é possível viver além do infinito?“Imagine a areia do deserto de Mohaine, que você cruzou para me encontrar, e imagine um trilhão de universos — não mundos, mas universos— encerrados em cada grão daquele deserto; e dentro de cada universo uma infinidade de outros. Nós nos elevamos sobre esses universos de uma suposta posição privilegiada na relva; com um movimento de sua bota, você pode chutar um bilhão de mundos, fazê-los voar para a escuridão, numa reação em cadeia que jamais terá fim.“Tamanho, pistoleiro… tamanho…“Mas continue a supor. Suponha que todos os mundos, todos os universos se reunam num único nexo, um mesmo portal, uma Torre. E que dentro dela haja uma escada, levando, talvez, à própria Divindade. Você teria coragem de subir até lá, pistoleiro? Não é possível que em algum lugar sobre toda essa infinita realidade exista uma Sala?..[...]
O Pistoleiro – Série a Torre Negra – Livro1 de 7. De Stephen King --------------------------------------------------------------------------------
É ou não é, no mínimo, fascinante? Estou no 4º livro. A imaginação desse cara é assustadora. Penso que com tamanha imaginação e narração, ele poderia facilmente criar uma.....bíblia. hahaha...e muito mais coerente, intrigante e com ligações com muitos "mundos". Muito mais esclarecedora, pelo menos.
Lembram do filme Guerra dos Mundos? Aquele com Tom Cruise? Ele é uma refilmagem, que por sua vez, foi baseado no livro do inglês H.G Wells e num "trote" do cenarista Orson Welles e a radio CBS. Leia aqui. Chega a ser hilário o que o medo pode fazer com a população. O que se consegue fazer acreditar... Há tanta imaginação para o medo mas quase nunca usada para outras coisas...um desperdício.