quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sobre o Hedonismo, prazeres e outras coisas...



Sobre o Hedonismo:
Sabe-se lá porque tive curiosidade de saber sobre essa filosofia, teoria ou doutrina filosófico-moral. Whatever...Pesquisando nos oráculos de nossos tempos, Google e Wikipedia, conhece-se a sua base e sua história. Superficial, mas como disse, só uma base.

Do Wiki:

"O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer, o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

O significado do termo em linguagem comum, bastante diverso do significado original, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres materiais. Com esse sentido, "hedonismo" é usado de maneira pejorativa, visto normalmente como sinal de decadência.”
O Hedonismo é muito confundido com o Epicurismo, apesar de eles possuírem divergências claras. O epicurismo surge através de Epicuro, que levando em conta o hedonismo que o antecede irá, segundo suas concepções, aperfeiçoá-lo. Salientando que o prazer deverá ser regido pela razão, o que resulta em moderação. Para Epicuro o prazer é configurado como total ausência de dor e domínio sobre as emoções e sobre si mesmo."

Pelo meu raso entendimento, esse prazer pode estar ligado a tudo o que nos envolve. Tudo o que vivemos e vivenciamos. Já o dito Epicurismo é utopia pra mim. A dor nos é velha conhecida e faz parte de toda particularidade e complexidade de nosso ser. Nossa existência. É inevitável, porém quando compreendida, se torna aceitável e maleável. Eliminá-la é querer ser Buda e eu não tenho tamanha ambição...hehehe.

E quais seriam esses prazeres então? Pode-se encontrá-la abundantemente nas artes, por exemplo. Ao ouvir uma música instigante, um livro ou filme. A música nos causa sensações, o que já é por si só, um mistério. Notas musicais, harmonias, melodias, frases e vozes podem nos revelar muita coisa de nós mesmos, mas é preciso atenção total. Tem estar “esperto”. Cada instrumento é único e tem sua característica. Nunces e camadas “subliminares” podem ser descobertas e engrossar o caldo de emoções. O cérebro ativa parte de memórias, o coração desabrocha em sentimentos, de dor ou alegria, de entusiasmo. Estarmos conscientes disso é estar nos conhecendo mais. É muito íntimo e particular de cada um. E há um claro prazer nisso. Nessa imersão. Um novo universo pode se abrir. O seu.

Livros bem escritos, metáforas, metalinguagens...são infinitas as mensagens que a leitura pode gerar. Também mexe com uma gama gigante de nossas emoções, conflitos, memórias, imaginação, pré-conceitos, conceitos, enfim. A leitura é um imenso prazer.

Filmes idem. Uma conjunção de imagens, sons, caras e bocas, feições (Alguém lembou de PNL – Programação Neuro Linguística? de que nosso corpo “fala”?), paisagens e luzes que podem remexer fundo nosso baú e abrir outros cofres. Com tudo de bom e de ruim dentro dele. A arte de uma ator, que com seu olhar consegue nos dizer um parágrafo inteiro. Sons que nos remetem a sentimentos e paisagens que nos levam a viajar e “entrar” na cena, vivê-la por alguns instantes. Uma arte completa. Uma experiência que pode ser poderosa.

Conseguir tirar dessas artes e artistas um pouco disso tudo é um prazer infindável. E creio que seja justamente o papel deles: fazer auto-conhecermo-nos mais.

Nos alimentos, nas bebidas...sejam elas naturais ou não. A cozinha é uma arte também. Pode dizer muito sobre a cultura de um local. Combinações de ingredientes. Aromas e sabores e sensações também. O prazer de alimentar-se e sentir cada ingrediente ingerido. São eles que manterão o equilíbrio de nosso corpo, seu combustível. Também num momento de relaxamento buscamos isso (principalmente), seja numa taça de cerveja artesanal, feita com atenção e dosado carinhosa e meticulosamente pelo artista criador. Ou alguém acha que uma cerveja como a belga Duvel ou a brasileira Wals são feitas a esmo?

O prazer de conhecer lugares históricos do planeta...os que nossos antepassados viveram e fizeram, o que construiram e os porquês de tudo isso. Paisagens bucólicas e isoladas nos fazem sentir únicos e mais íntimos de nós mesmos e com a natureza.

Esportes radicais, que desafiam o medo e até a morte “parecem” ser experiências quase sobrenaturais. Um estado de lucidez e esplendor extremo e único. Coisa que meu coraçãozinho não deve estar preparado. Sinto.
E com todos e com tudo. No marido, esposa, namorado ou namorada, no trabalho, nos esportes, nos amigos, conversas, beijos, abraços e todos os momentos, vamos testando nossos limites e abrindo novos horizontes. É só prestar atenção e viver o presente. Básico: A vida é hoje!

Mas então, tanto prazer em tudo com que finalidade? A felicidade, oras.
Entendendo cada sentimento desses, quando vêm à tona, à superfície. Quando expostos. É fundamental compreendê-los, é necessário extrair aprendizados e É PRECISO conhecer suas fontes, seus úteros geradores. Encará-los frente a frente. Um a um. O mundo não nos cria assim. Não nos ajuda a entender e questionar e procurar respostas. Ele nos tranca com dogmas e regras e pensamentos absolutos. Desde a mais tenra idade. Isso é prisão.
Enfim, vamos aprendendo a nos policiar, deixando velhos vícios, adquirindo bons hábitos. Isso aos poucos limpará nosso mar, nosso profundo oceano, que ficará cada vez mais claro, mais límpido. Isso não é fraqueza, pelo contrário, requer coragem e perseverânça. A felicidade não deve ser um pêndulo, um vai e vem eterno...dia sim, dia não. Não deve depender de ninguém. Nem de situações. nem de problemas e soluções. Felicidade é leveza. É liberdade.
Aí está uma felicidade verdadeira. Uma pura. Essencial. Sem misturas. SEM euforia.

Não sou expert em nenhum assunto que discorri, e nem preciso. Cada experiência dessas está dentro de mim e ainda há muito (tudo) o que se aprender e buscar. E é muita coisa para um post simples num blog...raios, é muita coisa para uma vida só...hehe.
Hedonismo, para mim, além de uma simples palavra ou termo, é tentar sair do torpor mental e intelectual, lascivo e materialista que nos encontramos. Inserir um pouco mais de lucidez nas nossas vidas. Mais colorido e nitidez.

Vamos aproveitar e usar bem o nosso olfato, nosso tato, visão, paladar e audição. Humildade, fraternidade e compaixão. Buscar prazer e dar prazer. É o mínimo, não? O sexto sentido? É um filme bem legal, amém.

Tchau, foi um prazer falar com você. Gozei.

PS.: E se eu estiver muito errado quanto ao hedonismo, sem problemas, invento uma nova palavra para definir “minha teoria”. Ou nem...


Samuel

6 comentários:

camila disse...

"O significado do termo em linguagem comum, bastante diverso do significado original, surgiu no iluminismo e designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta de prazeres materiais."

Estes iluministas, distorceram muito a história das coisas.

Teco disse...

A vida é hoje! E vai com ou sem você. =-)

Essa foi uma das maiores descobertas da minha vida, pois me permitiu a uma liberdade incomensurável. E a maior liberdade que podemos nos dar é a liberdade do passado... Libertar-se do passado é de fundamental importância pra podermos apreciar o novo; e cada dia é o novo que se abre pra nós. =-)

Desapego, em mim, tem sido fundamental pra eu me dar espaço às novas possibilidades, ao novo esplandecer, à vida que desabrocha a cada instante diante de mim!

Eu só sei viver assim: intensamente.
E é vivendo assim que aprendi a deixar de lado o que tentam me impor e a me aproximar do que eu sou...

"Torna-te quem tu és."

Essa é a missão mais difícil da vida, Nietzsche já sabia disso! E eu to tentando me descobrir e me conhecer de fato, no subcutâneo, a cada respirar.

Charlotte Sometimes disse...

a vida é hoje
...

Aliny disse...

Obrigada por me convidar a ler seu post!

Sobre o hedonismo, bem, cheguei a ler algo, alguma vez, por curiosidade... achei um tanto superficial, pois trata de prazer carnal, de sensações físicas, não considera questões psicológicas nem emocionais geradas pelo prazer físico. Sei lá, acho que as definições que existem na internet estão incompletas.

Gostei de sua colocação: "Enfim, vamos aprendendo a nos policiar, deixando velhos vícios, adquirindo bons hábitos. Isso aos poucos limpará nosso mar, nosso profundo oceano, que ficará cada vez mais claro, mais límpido. Isso não é fraqueza, pelo contrário, requer coragem e perseverânça. A felicidade não deve ser um pêndulo, um vai e vem eterno...dia sim, dia não. Não deve depender de ninguém. Nem de situações. nem de problemas e soluções. Felicidade é leveza. É liberdade."

Aí sim. Porém isso não é hedonismo, e sim felicidade e liberdade, que não dependem de sensações físicas, pois são ESTADOS verdadeiros, internos. Não há conceito nem deificnição, apenas "é". O hedonismo deveria definir melhor o tipo de prazer, pois ao ditar somente "prazer físico", bom, tem gente que sente prazer (principalmente o sexual), fazendo coisas abomináveis... então, creio que poderia ser melhor definido, apenas isso.

Ah, adorei a frase "Torna-te quem tu és".

Esse sim é um desafio que vale a pena.

Tenham todos uma excelente semana!

Camila disse...

(Disse que voltaria para comentar decentemente)

Sobre hedonismo, definido por uns como prazer carnal, por outros, felicidade para o maior número de pessoas.
Mas o que é a felicidade?
Primeiro precisamos saber do que se trata a tal da felicidade , pois as vezes sentimos algo e já rotulamos.
O ser humano tem esta mania, de rotular tudo.
Felicidade pra mim é poder fazer o que eu quero, estar com pessoas que eu escolhi, é sentir à flor da pele!
Nada na vida deve ser como um pêndulo,não só a felicidade, mesmo por que quando gostamos de algo, sabemos que gostamos, então não tem o porquê ser um pêndulo.
As pessoas se entopem de remédios para simplesmente sairem fora de si e se encaixarem na sociedade e esquecem de ser si próprio(torna-te quem tu és), esquecem de ser feliz.Geração fluoxetina,geração aspirina,geração farmácos!
Meu coração, ainda uma criança, tem muito o que aprender, a felicidade ainda é algo novo, a liberdade ainda é um feto, o desapego ainda é um aglomerado de células.

Quando sabemos o que queremos, temos a felicidade.

Meu Mundo....??? disse...

São tantas as filosofias e blábláblá
Cada pessoa é um ser único, o que é felicidade??? prazer???

Tenho por mim que tal sentimento não pode depender de outro alguém, temos sim que buscar o que nos faz feliz o que nos dá prazer muitas vezes podamos para não magoar as pessoas que nos cercam, mas cuidado pra não arrancar as raízes.
É preciso aprender... o equilibrio.
"Felicidade é ser livre"

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